Com samurais e gueixas gigantes, Vila Maria contagia sambódromo

Espaço entre carro alegórico e a ala logo atrás pode tirar pontos da escola no quesito harmonia

Gustavo Miranda, do estadao.com.br, SÃO PAULO

02 de fevereiro de 2008 | 02h22

SÃO PAULO - O ano de 2008 marca o centenário da imigração japonesa no Brasil. Para homenagear a cultura que fincou no Brasil sua maior colônia fora do Japão, a Unidos de Vila Maria decidiu levar um pouco dessa história da chegada dos japoneses ao País e deu um verdadeiro show na avenida. Foi uma apresentação muito rica, graças às suas fantasias e carros alegóricos. De pé, o público aplaudiu a escola.

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A escola levou para a avenida o samba-enredo 'Irashai-mase, Milênios de Cultura e Sabedoria no Centenário da Imigração Japonesa', composição de Dão, Veia, Martins, Nando e Moleque Pára, que foi interpretada por Fernandinho e Baby. Irashai-mase significa bem-vindo em japonês. A Unidos de Vila Maria foi a terceira escola a desfilar na madrugada deste sábado, 2. Um espaço entre um dos carros alegóricos e a ala logo atrás pode tirar pontos no quesito harmonia. Um pneu do carro abre-alas da Unidos de Vila Maria furou na dispersão, mas não deve tirar pontos da escola.

O desfile que a escola levou à avenida contou a história e a influência da imigração japonesa desde a chegada ao Brasil até os dias de hoje. O foco do carnavalesco foi seguir à risca outros preceitos da cultura japonesa: organização, preocupação com detalhes e afinco nas pesquisas. Uma feliz coincidência, a quadra da Unidos de Vila Maria está localizada no Jardim Japão. Foi grande a presença de orientais na dispersão da Unidos de Vila Maria.

A Unidos de Vila Maria construiu representações de gueixas com 12 metros de altura. Esta na foi a única grandiosidade do desfile: no carro abre-alas, a réplica de um portal sagrado, como o existente em todos os templos japoneses. Vista de cima, a bateria da Vila Maria representa a bandeira do Japão. Vestida em um quimono típico, a rainha da bateria da Vila Maria, Valeska Reis, foi escoltada por samurais. Yuka Chan, japonesa legítima, foi a madrinha da bateria da Unidos de Vila Maria. O carro abre-alas da Unidos de Vila Maria é tão grande que ocupou quase todo o espaço da dispersão.

No ano passado, a Unidos de Vila Maria conseguiu ficar na segunda posição. Fundada em janeiro de 1954, a escola nunca conquistou o título do Grupo Especial do Carnaval paulista. Para poder subir mais um degrau no 'pódio' e conquistar a inédita taça, a escola levará à avenida 4.500 integrantes, num investimento total de cerca de R$ 1,5 milhão.

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