Com satélite, controlador poderá ser civil, afirma Saito à CPI

Comandante da Aeronáutica afirma que setor de controle aéreo pode passar por desmilitarização

08 de agosto de 2007 | 16h28

O Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, revelou que a Aeronáutica tem um plano para usar satélites no controle aéreo brasileiro, o que permitiria que o setor fosse desmilitarizado. "O uso do sistema CNS-ATM (uso de satélites geoestacionários) pode ser o momento para transformar o setor de controle de vôos de militar para civil. Com o advento do CMS-ATM deve ser o momento da transformação. Os radares passariam para o setor militar, com os seus controladores", disse Saito, em depoimento na CPI do Apagão Aéreo da Câmara nesta quarta-feira, 8.   De acordo com Saito, hoje cada controlador monitora 14 aeronaves. "Os que estão entrando agora, carecem de mais treinamento. Estão treinando em órgão específico para isto, e devem entrar como auxiliares e ganhando experiência. Hoje os controladores trabalham em regime de escala, com 156 horas de trabalho mensais", tem folgas, e a maior parte deles tem nível superior.   Saito afirmou aos deputados que o plano da Aeronáutica é ter 3.800 controladores até 2009. Além disso, afirmou que houve uma redução do treinamento para aqueles que tinham de 15 a 20 anos de controle de tráfego aéreo, mas que os novatos ainda passam pelas mesmas 90 horas de treinamento.

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