André Costa/Estadão
André Costa/Estadão

Com transmissão pela internet, serial killer de Goiânia é julgado

Vigilante de 27 anos é acusado de ser o autor de 35 homicídios e vai ao júri nesta terça-feira pela morte de adolescente de 15

Marília Assunção, Especial para o Estado

16 de fevereiro de 2016 | 11h26

GOIÂNIA - Com transmissão ao vivo, teve início na manhã desta terça-feira, 16, o primeiro júri popular do vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 27 anos. Acusado de ser um serial killer autor de 35 homicídios na região metropolitana de Goiânia, o vigilante está sendo julgado pelo assassinato da adolescente Ana Karla Lemes da Silva, de 15 anos, em Goiânia.

A garota, que não conhecia o réu, como a maioria de suas vítimas, foi baleada no peito no início da noite de 15 de dezembro de 2013, quando caminhava sozinha por uma rua do Jardim Planalto. O júri está sendo presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara. Ele determinou que o vigilante fosse a julgamento popular em maio do ano passado, acatando a denúncia do Ministério Público de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e uso de recurso que impediu a defesa da vítima.

O julgamento começou às 8h50 e lotou o auditório reservado para a sessão do 1º Tribunal do Júri de Goiânia. Familiares da adolescente se mobilizaram para acompanhar a sessão, assim como dezenas de estudantes de direito atraídos pela repercussão e pela complexidade do caso.

A defesa de Tiago Henrique está ao encargo do advogado Michel Pinheiro Ximango, constituído pelo juiz da 13ª Vara Criminal, em função da renúncia de três defensoras que atuavam conjuntamente no caso. A acusação está sendo conduzida pelo promotor Cyro Terra Peres.

À frente dos sete jurados e do público que assistia à sessão pela manhã, o promotor de Justiça fez questão de elogiar a investigação e a ação policial que culminaram com a prisão do vigilante. "Se não fosse isto, seriam 30, 40, 60, não sei quantas pessoas este homem estaria matando."

Tiago Henrique está preso desde outubro de 2014. Na semana passada, ele escreveu uma carta, enviada ao magistrado, solicitando que fosse repassada aos jurados. Segundo o Jesseir Coelho, na carta, o vigilante fala de "traumas" e pede "perdão por tudo".

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