Com votos das regiões Sul e Sudeste, Serra vence na maioria das capitais

No primeiro turno a candidata petista venceu em 14 capitais, mas José Serra virou o resultado no domingo

Marcelo de Moraes, O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2010 | 00h00

Apesar de ter perdido a corrida presidencial, o tucano José Serra conseguiu vencer em mais capitais no segundo turno do que a presidente eleita, a petista Dilma Rousseff. Ao todo, o candidato do PSDB bateu Dilma em 14 dessas cidades e perdeu em 12, além do Distrito Federal.

José Serra se saiu melhor nas regiões Sul e Sudeste. No Sul, derrotou Dilma nas três capitais: Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. No Sudeste, só foi superado no Rio, chegando na frente em São Paulo, Belo Horizonte e Vitória. Dilma foi melhor no Nordeste, com triunfos em seis capitais: Salvador, Recife, Fortaleza, Teresina, João Pessoa e São Luís.

No primeiro turno, esse confronto direto entre os dois principais candidatos nas capitais brasileiras já tinha sido bastante equilibrado, mas Dilma levara uma pequena vantagem, superando o adversário em 14 capitais, além do Distrito Federal. Nesse turno da eleição, os votos eram mais espalhados do que agora, já que incluíram a opção pelo voto em outras candidaturas, como a da senadora Marina Silva (PV-AC).

Agora, com o confronto direto entre PT e PSDB, Serra conseguiu inverter o placar das capitais porque conseguiu virar a preferência do eleitorado em Belo Horizonte, Belém e Natal, onde terminara atrás de Dilma no primeiro turno. Em compensação, foi derrotado por Dilma em Cuiabá, onde tinha se saído melhor do que a adversária.

Ao todo, no segundo turno, Serra foi melhor em Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Aracaju, Natal, Maceió, Campo Grande, Goiânia, Boa Vista, Belém e Rio Branco. Dilma ganhou no Rio de Janeiro, Palmas, Porto Velho, Manaus, Macapá, Cuiabá, Salvador, Recife, Fortaleza, João Pessoa, São Luís e Teresina, além do Distrito Federal.

Apesar de obter a preferência da maioria das capitais, que concentram grandes colégios eleitorais, Serra terminou 12 milhões de votos atrás de Dilma. O problema é que, apesar de vencer em mais lugares, poucas vezes conseguiu estabelecer uma diferença confortável a seu favor. Dilma, em compensação, quando foi bem, obteve muitos votos.

Diferença. Serra, por exemplo, venceu em São Paulo, capital brasileira com o maior número de eleitores. Sua vantagem na cidade, que é administrada por seu aliado direto, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), entretanto, foi de apenas 466 mil votos. Considerando que São Paulo é o principal reduto eleitoral da oposição, esse número foi extremamente tímido e compensado por Dilma ao vencer numa capital menor, como Manaus.

Entre os eleitores da capital amazonense, a petista estabeleceu uma superioridade de cerca de meio milhão de votos sobre Serra. Ou seja, na disputa pela preferência do eleitorado, a conquista ampla de Manaus valeu a Dilma a neutralização da maior capital de todas.

Em Belo Horizonte, Serra virou a desvantagem do primeiro turno, mas não conseguiu abrir uma vantagem que compensasse a derrota em outras cidades importantes. Na capital mineira teve apenas dez mil votos a mais do que a presidente eleita.

Já Dilma garantiu largo predomínio nos lugares nos quais se saiu melhor que o adversário. No Rio de Janeiro, superou o tucano por mais de 700 mil votos. Em Salvador, essa margem foi de praticamente 600 mil votos. Em Fortaleza, um terceiro massacre, com a petista, abrindo diferença de mais de meio milhão de votos.

Pior desempenho

Rio Branco, no Acre, foi a capital onde Dilma Rousseff teve seu pior desempenho no segundo turno. Apesar de o PT ter ganho o governo local, Dilma teve apenas 26,71% dos votos na capital

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