Comandante chinês diz que não jogou africanos ao mar

O comandante do navio chinês Tu King, Xu Chang Quan, 41 anos, negou hoje na Polícia Federal no Recife ter mandado jogar ao mar seis africanos encontrados clandestinos na embarcação, a cerca de oito quilômetros da costa pernambucana. Ele afirmou que os estrangeiros não estavam no seu navio. O comandante deverá permanecer no Recife até a conclusão do inquérito policial. Ele foi indiciado por introdução de clandestinos no País e por tentativa de homicídio.Além dos seis africanos que acusaram a tripulação do Tu King, e de outros dois que afirmaram ter se jogado ao mar devido à confusão ? todos da República da Guiné - mais dois africanos se apresentaram na noite de quinta-feira na sede da Polícia Federal, totalizando 10 estrangeiros clandestinos. Alain Adopo, 29 anos, e Bangali Traore, 23, são da Costa do Marfim e disseram não saber em que embarcação chegaram.Todos os 10 deverão ser repatriados, embora desejem ficar, já que saíram em busca de uma vida melhor, fugindo do desemprego e da pobreza. Segundo a Polícia Federal, eles só poderiam permanecer no País se fossem perseguidos políticos.O pescador Jorge Augusto da Silva Guimarães, 33 anos, que resgatou os seis jovens que disseram ter sido jogados ao mar, confirmou à PF que os encontrou à deriva, quase afogados, agarrados em objetos plásticos que faziam as vezes de bóia. ?Não teriam resistido por muito mais tempo se não os tivesse encontrado?, disse. Os jovens receberam roupas da prefeitura e de entidades ligadas ao movimento negro.

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