Comandante da PM confirma versão de Chiquinho da Mangueira

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato Hottz, afirmou nesta sexta-feira que o secretário estadual de Esportes, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, não pediu a ele que a PM suspendesse as operações no Morro da Mangueira por estar sofrendo pressões de traficantes. ?Ele (Chiquinho) apenas disse que estava preocupado com as operações policiais no horário escolar. Não pediu nenhuma trégua.? Hottz prestou depoimento na Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa (Alerj) que apura as denúncias do ex-comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Erir Ribeiro da Costa, que acusa Chiquinho de ter pedido a ele uma trégua na repressão ao tráfico local. O comandante Hottz voltou a afirmar que Costa, exonerado do cargo em maio depois que o teor das denúncias foi divulgado, saiu por questões operacionais da polícia. ?Quando ele era comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária, disse que precisaria fazer mudanças e colocaria ele no comando do 4º BPM (o que ocorreu em janeiro). Da mesma forma, fiz agora. Pedi que aguardasse porque tinha outro comando para ele.? O presidente da comissão, deputado Flávio Bolsonaro (PPB), pretende ouvir na segunda-feira o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, que, segundo ele, pode esclarecer mais sobre o caso. ?O Garotinho disse que o comandante Erir foi exonerado por falta de operacionalidade, mas os índices do batalhão não mostram isso. Tudo leva a crer que essa exoneração foi política.?

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