Comandante da PM do Rio defende ?enfrentamento duro?

O comandante-geral da Polícia Militar (PM) do Rio, Renato Hottz, disse, no programa de rádio semanal do secretário da Segurança, Anthony Garotinho, que a polícia tem de fazer um "enfrentamento duro" contra a criminalidade. "Se alguém se arma com armas de guerra para enfrentar a polícia não há como a polícia fazer esse enfrentamento com flores", disse Hottz.Ele repetiu uma imagem já utilizada pelo secretário de segurança, que, ontem, afirmou que "a polícia não foi feita para matar, mas também não foi feita para morrer". Logo sem seguida, Garotinho argumentou que a "quase totalidade" das mortes ocorridas semana passada envolviam traficantes. Segundo ele, houve confronto com a polícia e os criminosos que se entregaram foram presos.Garotinho chegou a comentar que não se pode aceitar que a polícia fique coagida e não consiga trabalhar. Durante o programa, as autoridades do governo divulgaram o projeto de ampliar de 1.500 para 2.000 a quantidade de vagas do concurso para PM e o projeto de inaugurar novas delegacias no Estado.ExecuçãoTrês homens foram executados em São Gonçalo, na Região Metropolitana, durante a madrugada deste sábado . A polícia não sabe o motivo do crime, mas suspeita de um acerto de contas entre criminosos rivais. As vítimas teriam sido assassinados por cinco homens. Com isso, nos últimos quatro dias, sobe para pelo menos 25 o número de mortos no Rio, vítimas de violência.Paulo César Carvalho de Souza, de 21 anos, e os irmãos Edmar, de 38 anos, e Adílson da Conceição França, de 31anos, levaram vários tiros. O crime ocorreu na Rua Expedicionário Rodrigues dos Santos, no bairro da Itaoca. Adílson França chegou a ser levado para um pronto socorro, mas não resisitiu.

Agencia Estado,

24 de janeiro de 2004 | 13h46

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