Comandante da UPP Rocinha nega ter sumido com Amarildo

PMs começaram a ser interrogados nesta quarta, após os depoimentos de todas as testemunhas arroladas pela acusação e pelas defesas

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

03 de abril de 2014 | 09h49

RIO - O major da Polícia Militar Edson Santos, um dos 25 PMs acusados de envolvimento na tortura seguida de morte e ocultação do cadáver do pedreiro Amarildo Souza na Favela da Rocinha, zona sul do Rio, negou todas as acusações em seu interrogatório, realizado nesta quarta-feira, 2, na Justiça do Rio.

O oficial era o comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha no dia do sumiço de Amarildo, ocorrido em 14 de julho do ano passado. De acordo com as investigações, o pedreiro sumiu após ter sido levado por PMs para a sede da UPP, "para averiguação".

O major disse ainda que o depoimento do soldado da UPP Alan Jardim (que afirmou ter ouvido gritos vindos de dentro de um dos contêineres da UPP, onde Amarildo foi supostamente torturado) é mentiroso.

"O depoimento do soldado Alan Jardim é mentira do começo ao fim. Eu estava no contêiner e não ouvi absolutamente nada. Eu liberei o Amarildo. Nunca dei ordem a ninguém para que ficasse no contêiner", disse Santos.

Os PMs começaram a ser interrogados nesta quarta, após os depoimentos de todas as testemunhas arroladas pela acusação e pelas defesas. Foi a quinta sessão da audiência de instrução do processo. Os réus respondem pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual e formação de quadrilha. O processo tramita na 35ª Vara Criminal do Rio.

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