Comandante do Exército diz que militares têm recebido ameaças no Rio

General diz que membros moradores da região receberam e-mails e telefonemas que são investigados

Marcelo Auler, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2010 | 13h54

RIO - O comandante do Exército, general Enzo Peri, admitiu ao chegar nesta quinta-feira, 2, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, que a força militar tem "informes" de que alguns dos seus membros que residem em áreas populares e que estão atuando no entorno do complexo teriam recebido supostas ameaças por meio de e-mails ou telefonemas.

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Segundo ele, a veracidade destas ameaças está sendo investigada pelo setor de inteligência. General Enzo não quis adiantar que providências seriam tomadas no caso de serem confirmadas as ameaças: "Primeiro vamos verificar se as ameaças realmente surgiram e se há disposição de executar, mas não deixaremos nenhum dos homens sem proteção".

 

Sua declaração foi dada no início da tarde ao chegar à antiga fábrica da Coca-cola, em Ramos, onde será erguida a base militar que irá atuar nos próximos meses. Segundo ele, o pedido de ajuda já foi feito oficialmente pelo governador Sérgio Cabral ao Ministério da Defesa e agora estão sendo discutidas as bases da operação que, muito provavelmente, será nos moldes da força de paz que atua no Haiti.

 

O general Enzo não especificou datas para que o acerto final seja feito. Mas, oficiais do Exército, acreditam que poderá ocorrer no próximo sábado, quando o ministro da Defesa, Nelson Jobim, virá ao Rio de Janeiro para formatura de uma turma de oficiais da Academia Militar das Agulhas Negras. O que está definido é que o comando da operação ficará a cargo dos militares, que serão maioria de tropa.

 

Apreensão. Cerca de 1,2 tonelada de sardinha apreendida no Mercado São Pedro, em Niterói, foi distribuida nesta manhã para moradores do conjunto de favelas na zona norte. A distribuição foi realizada na Rua Joaquim Queiroz, em um dos acessos aos morros.

 

A apreensão foi deita por policiais militares do Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente (BPFMA) e a ocorrência foi encaminhada para a 76ª Delegacia de Polícia na quinta. A pesca está proibida, pois é período de procriação da espécie.

 

Atualizado às 15h10

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