Comandante é exonerado após bala perdida matar criança no Rio

Segundo a PM, 'um dos objetivos da mudança de comando é garantir total isenção e rigor na apuração dos motivos da operação'; menino de 11 anos estava em sala de aula

Gabriela Moreira - O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2010 | 18h23

RIO - O comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Fernando Príncipe, foi exonerado do cargo no início da noite desta sexta-feira. Na manhã de hoje, o estudante Wesley Gilber Rodrigues, de 11 anos, foi atingido por uma bala perdida dentro de uma sala de aula durante uma operação realizada no Complexo da Pedreira. Wesley foi socorrido por professores, mas chegou morto ao Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes. A origem do tiro que atingiu o garoto ainda não foi identificada.

 

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Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a PM informou que "um dos objetivos da mudança de comando é garantir total isenção e rigor na apuração dos motivos da operação, bem como do procedimento adotado, que resultou na perda irreparável para uma família". Para o lugar de Príncipe, foi nomeado o tenente coronel Luiz Carlos Leal.

 

Segundo a PM, o batalhão havia recebido informação, pelo Disque Denúncia, de que traficantes se escondiam na favela. Ainda segundo a polícia, seis suspeitos, com idades entre de 20 a 30 anos, foram mortos e outros dois estão presos. Foram apreendidos nove caça-níqueis, uma carabina, uma submetralhadora, 3 pistolas, um revólver e drogas.

 

Ciep

 

O aluno estava dentro e uma unidade Centro Integrado de Educação Pública (Ciep), Rubens Gomes, em Barros Filho, no subúrbio do Rio, quando foi atingido no peito por um tiro. Por conta do incidente, a Secretaria Municipal de Educação suspendeu as aulas da escola nesta sexta-feira. Na próxima segunda-feira, 19, uma equipe do Programa Interdisciplinar de Apoio às Escolas Municipais (Proinape) irá à unidade escolar para conversar com as crianças e professores.

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