Comandante-geral da PM do Rio defende maior uso de munições não letais

Segundo o coronel Erir Ribeiro, restrição de armamentos, pactuada com a OAB e a Anistia Internacional, 'não deu certo' na repressão a depredações

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

18 Julho 2013 | 10h31

RIO - O comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Erir Ribeiro, disse em reunião de emergência convocada nesta quinta-feira, 18, pelo governador Sérgio Cabral que as tropas voltarão a usar armas não letais para reprimir manifestações, na mesma medida em que vinha sendo feito desde o início de junho.

"O que foi pactuado com a OAB, com a Anistia Internacional, não deu certo. Há queixa contra o gás, mas o gás é o que menos incomoda. Nossa ação foi prejudicada", afirmou, em entrevista coletiva. Na terça-feira, 16, a PM havia informado que usaria balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral com mais comedimento na dispersão de protestos.

 

O ato de quarta-feira, 17, teve quebra-quebra e terminou em confronto entre policiais militares e manifestantes.Barricadas de fogo foram montadas nas ruas e diversas agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram depredados. Quatro PMs ficaram feridos e um manifestante acabou preso com explosivos. A polícia usou bombas de gás e balas de borracha para dispersar o protesto.

Mais conteúdo sobre:
protestos rio reunião

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.