Wilton Júnior/AE
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Comandante reconhece que tiros em ônibus no Rio partiram de policiais

Segundo tenente-coronel, disparos 'não fazem parte de protocolo'; cinco pessoas ficaram feridas

Pedro Dantas, O Estado de S. Paulo

10 Agosto 2011 | 13h25

RIO - Em entrevista coletiva, o comandante do 4º BPM (São Cristóvão), tenente-coronel Marcos Vinícius Prado, admitiu que todos os disparos efetuados durante o sequestro do ônibus da linha Praça XV / Duque de Caxias, na noite de ontem, partiram das armas dos policiais militares que participaram da ação de resgate.

 

Ele reconheceu que os bandidos que tomaram o coletivo não atiraram contra os policiais. Cinco pessoas ficaram feridas no incidente, uma delas está internada em estado grave no Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio.

 

Cinco pistolas usadas por policiais ontem à noite ficaram apreendidas na 6ª DP (Cidade Nova), onde o caso está sendo investigado. De acordo com o comandante do 4º BPM, os disparos foram efetuados "a uma distância de não mais de 20 metros", com o objetivo de furar os pneus e evitar o deslocamento do veículo e a fuga dos sequestradores. No entanto, pelo menos 16 tiros atingiram a lataria do ônibus e alguns deles provocaram ferimentos nos reféns.

 

O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, que na noite de ontem havia considerado um sucesso a operação da polícia, viu-se obrigado a recuar. Para ele, os tiros contra os pneus de um veículo com reféns "não fazem parte do protocolo."

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