Comando da Amazônia envia equipe de resgate ao MT

Mais oitenta militares partiram neste domingo de Manaus com destino ao Mato Grosso. Eles fazem parte da terceira equipe de resgate enviada pelo Comando Militar da Amazônia (CMA) ao local do acidente com o Boeing da Gol, ocorrido na sexta-feira, 29 de setembro. A equipe selecionada pertence ao Primeiro Batalhão de Infantaria de Selva e foi treinada para enfrentar as adversidades da floresta e sobreviver em situações físicas e emocionais extremas. "Todos os homens são preparados, mas essa é uma ocasião constrangedora para todos", diz o Capitão Luis Felipe Moraes Daltro Campos, lembrando que ainda existem mais corpos para serem resgatados no local do acidente. "Resgatar corpos não é comum. Precisamos de um trabalho psicológico muito sério", declara.Desde o dia do acidente, o Exército já enviou mais de 100 homens ao Mato Grosso, em apoio à Aeronáutica. "A operação teve início às 3h30 da manhã, logo após a confirmação do sumiço da aeronave. Enviamos uma equipe em um helicóptero com visão noturna. No meio da semana, mais 20 militares com especialização em ações na selva foram deslocados", conta o General Rodrigo Cerqueira, do CMA. Corpos espalhadosSegundo ele, existem probabilidades de que o avião tenha se "desmontado" no ar, antes de cair. "Existem partes da aeronave em um raio de 2 km. Pode até ser mais, vamos ficar sabendo. Os corpos estão muito espalhados e a área é de difícil acesso. Por isso, é fundamental que as equipes estejam preparadas para sobrevivência e resgate na selva", explica. Para ele, a maior dificuldade a ser enfrentada pela nova equipe é a remoção dos corpos: "Eles precisam abrir uma clareira no meio da mata para que o helicóptero possa levar os que foram encontrados na área".O avião Búfalo da Força Aérea Brasileira partiu às 9h35 de domingo levando os 80 militares e mais de três toneladas em ração e fardamento. O capitão Daltro diz que é normal os homens passarem até quatro dias na selva, sem comer. Mesmo assim, a equipe está bem preparada. "Fomos treinados para isso. Só voltaremos quando conseguirmos resgatar todos os corpos", garante.

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