Comando nega ida à festa

Advogado de Consani espera ter acesso a escutas

Marcelo Godoy e Rodrigo Pereira, O Estadao de S.Paulo

25 de junho de 2008 | 00h00

O Comando Geral da Polícia Militar de São Paulo negou ontem que tenha recebido camarotes com comidas e bebidas livres na 13ª Festa do Peão de Osasco, na Grande São Paulo. Em nota oficial divulgada no início da noite de ontem, o comando negou a suspeita de tráfico de influência levantada pela investigação da Polícia Federal."O Comando da Polícia Militar jamais recebeu qualquer benefício de quem quer que seja", diz a nota. Negou-se também que coronéis tenham usufruído os camarotes na festa. "Nenhum coronel compareceu ao citado Rodeio em Osasco", afirmou o Comando Geral da PM.A nota informou que, desde que tomou conhecimento dos fatos, "a Polícia Militar, por meio da Corregedoria, solicitou imediatamente à Polícia Federal toda a documentação pertinente para a análise e decisão quanto à instauração de inquérito policial militar ou procedimento administrativo" para investigar possíveis crimes cometidos por PMs ligados à quadrilha que mantinha aberto o prostíbulo de luxo W.E.Por fim, a nota diz também que, "em relação ao envio de policiamento para jogo de futebol de um clube no município de Guarulhos, normalmente nos locais onde há grande concentração de público, especialmente em partidas de futebol, a Polícia Militar é oficiada para realizar o devido policiamento". As escutas mostram que o coronel Wilson de Barros Consani Junior enviou ofício para ter policiamento no jogo do clube apoiado pela Força Sindical.O advogado de Consani, Fábio Cavalheiro, disse que não podia falar sobre o assunto - "porque só tive acesso ao que está no processo da Operação Santa Tereza". "A essas novas denúncias eu não tive acesso e o que eu falar vai ser pura especulação", justificou. "A defesa e o próprio coronel não tiveram acesso ao material da investigação", disse, ressaltando que seu cliente colaborou com a PF e a Justiça desde que a operação foi deflagrada. "Partiu do próprio coronel a iniciativa de ir à PF amanhã (hoje) e esclarecer isso aí", disse.

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