Combate a piranhas ainda é problema em represa

O prefeito de Santa Cruz da Conceição, Jair Capodifoglio (PSDB), na região central do Estado, ainda não sabe como resolver o problema das pirambebas, ou piranhas-da-lagoa, que atacam os turistas na prainha de uma represa local. Uma possível alternativa seria a soltura de cerca de 20 mil alevinos de matrinxá, o predador natural das piranhas, mas isso não ocorrerá, pois a espécie é natural da bacia amazônica. Sua introdução no ambiente local seria crime ambiental. Capodifoglio consultou o Ibama e agora aguarda um projeto de estudo em conjunto."O duro é saber qual é a solução exata, pois, quando achar uma, eu resolvo logo", afirma Capodifoglio. Segundo o prefeito, em 2000 houve diversos ataques de pirambebas, o que voltou a ocorrer em 24 de março, quando 16 banhistas foram atacados. No dia 14 deste mês, 19 pessoas foram atacadas, sendo que duas crianças perderam parte de dedos dos pés. Nem a interdição da área perigosa resolveu, pois quatro homens invadiram o local e foram mordidos pelos peixes no domingo passado.Capodifoglio também estuda a realização de um festival de pesca e de caldo de piranha, mas somente depois de 5 de maio. Até lá, ele pensa nas festividades de aniversário da cidade. A interdição de cerca de 80 dos 800 metros da prainha será mantido e a segurança, com salva-vidas, será reforçada no local. Panfletagem também irá ocorrer para alertar os turistas sobre as pirambebas, que estão em fase de reprodução e depositam seus ovos na área rasa da prainha. Quando sentem que seus ovos estão sendo ameaçados, atacam as pessoas. Arrastões com tratores e correntes são feitas durante a semana para diminuir a quantidade de ovos e piranhas na prainha. Santa Cruz da Conceição tem cerca de 4 mil habitantes e, nos finais de semana, costuma receber cerca de 2 mil turistas.

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