Combate ao tráfico de armas 'não é tarefa fácil', diz Cabral

Dois dos 22 fuzis roubados em março de centro de treinamento em SP foram encontrados em favela carioca

Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo,

18 Novembro 2009 | 15h22

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), disse nesta quarta-feira, 18, que o combate ao tráfico de armas "não é uma tarefa fácil" ao comentar os fuzis roubados no interior de São Paulo, que foram encontrados em poder de traficantes favelas cariocas.

 

"É a tarefa do combate a entrada do tráfico de armas, do roubo de armas e drogas. Isto é uma chaga internacional e nós aqui temos que trabalhar em conjunto com as Forças Armadas, Polícia Federal e demais polícias para identificar os movimentos de quadrilhas. É uma luta constante", disse o governador, após ser condecorado com a Ordem do Mérito Naval no Porta-Aviões São Paulo no Arsenal da Marinha no Rio.

 

Cabral evitou críticas à Segurança Pública de São Paulo e ao governo federal no combate ao tráfico de armas. "Não é a questão de jogar o crédito do problema no Estado A, B ou C. Não é isso. A questão da segurança pública deve unir cada vez mais os Estados. Nos casos de São Paulo, Minas e Espírito Santo, que fazem fronteira com o Rio, nós temos um entendimento permanente. O presidente Lula foi o primeiro a assumir também a responsabilidade pela política de Segurança Pública não só com palavras de solidariedade, mas com ações", afirmou.

 

Conforme informou o Estado de S. Paulo hoje, foram encontrados em favelas cariocas dois dos 22 fuzis roubados do Centro de Treinamento Tático de Ribeirão Pires em março deste ano. O arsenal, que incluía ainda 89 pistolas, foi levado na noite do dia 5 de março por cerca de 10 homens armados e, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Rio, pode ter sido vendido a traficantes de diversas facções criminosas do Estado.

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