Combate rotineiro ao crime organizado desagrada militares

Apesar da pressão dos senadores, os comandantes militares não concordam com a idéia de as Forças Armadas serem empregadas de forma rotineira no combate à violência e ao crime. "Emprego rotineiro é tarefa das polícias militares", declarou o comandante da Marinha, almirante Roberto Carvalho, ao comentar a intenção dos senadores de alterar a legislação para isso. "Por que não equipar as polícias, remunerá-las melhor, colocá-las para fazer o que têm de fazer?" As declarações do almirante, que foram dadas após comemoração do aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, refletem o sentimento dos três comandantes e da alta cúpula militar. "O presidente é contra, o ministro da Defesa é contra, os comandantes são contra." Tanto o comandante da Marinha, quanto o do Exército, general Francisco Albuquerque, e o ministro da Defesa, José Viegas, disseram que as Forças Armadas dispõem de tropas especiais para o emprego em casos de emergência, como ocorreu no carnaval passado, no Rio. Eles reiteraram, porém, o repúdio à hipótese de convocação permanente.

Agencia Estado,

11 Junho 2003 | 23h15

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