Começa a destruição de diques para escoar água

Num vôo realizado anteontem sobre a cidade de Campos, no norte fluminense, técnicos da Secretaria de Rios e Lagoas (Serla) e da Universidade Estadual do Norte Fluminense descobriram a existência de diversos diques irregulares em trechos de rios que cortam propriedades rurais localizadas dentro do município. Segundo o professor José Carlos Mendonça, essas construções contribuíram para a enchente do Rio Ururaí, que alagou diversos bairros da cidade, e precisam ser demolidos para que água escoe. Um dos diques irregulares na localidade de Lagoa Feia foi implodido ontem pela Defesa Civil Estadual. Outro deverá ser destruído hoje. No município, há cerca de 1.887 desabrigadas e 5.500 desalojados. Ontem, não choveu na cidade.O Estado enviou ao município mais 115 bombeiros de quartéis do Rio para reforçar os 254 lotados em Campos. O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, também sobrevoou a cidade. "Estamos preocupados com as doenças que surgem após os casos de inundações, como viroses, gripe, leptospirose, hepatite A e diarréias. Por isso já determinei que o Superintende de Vigilância em Saúde, Victor Berbara, se desloque para cá, para ajudar no trabalho dos agentes de vigilância do município nos abrigos", disse Côrtes. A Defesa Civil Estadual informou ter arrecadado na última semana 35 toneladas de alimentos, roupas, produtos de limpeza e de higiene pessoal para envio às vítimas das enchentes em cidades do interior fluminense e em Santa Catarina.

Talita Figueiredo, RIO, O Estadao de S.Paulo

05 de dezembro de 2008 | 00h00

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