Começa depoimento de Maluf

O ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PPB), leu, durante mais de meia hora, um texto, onde apresenta toda sua defesa, durante seu depoimento na CPI da Dívida na Câmara Municipal. Em sua explanação, Maluf leu um depoimento do secretário municipal de Finanças, João Sayad, que foi feito na própria CPI da Dívida, onde Sayad diz que a principal causa do crescimento da dívida no município foram "os juros pornográficos, que passaram a ser cobrados a partir do Plano Real". Maluf afirmou ter vistoriado a dívida do governo federal, que, segundo ele, saltou de R$ 87 bilhões, no início da gestão de Fernando Henrique Cardoso, para R$ 691 bilhões atuais.O ex-prefeito afirmou também que a dívida do Estado de São Paulo cresceu de R$ 42 milhões em 1995 para R$ 84 milhões, e disse: "O governo do Estado deve três vezes o seu orçamento, o federal quatro vezes. A prefeitura deve apenas duas vezes nesse mesmo período", disse Maluf. Ele disse que o principal endividamento ocorrido na última década em São Paulo é culpa da ex-prefeita Luiza Erundina, antes PT atualmente no PSB. Maluf citou ainda, em seu depoimento, a desapropriação da mansão Matarazzo, na Avenida Paulista, que gerou a emissão de R$ 300 milhões em precatórios: "Se esse valor for pago, constituirá no maior precatório já quitado no Estado de São Paulo." O ex- prefeito acusou Erundina de inchar o quadro de funcionários da prefeitura e de desapropriar por R$ 100 milhões o terreno do Jabaquara, avaliado em apenas R$ 6 milhões. Durante seu depoimento, Maluf falou das realizações de seu governo e disse que o Senado, o Banco Central e o Ministério da Fazenda consideraram "sadias" as emissões de Letras Financeiras do Tesouro Municipal, durante sua administração. Atacou ainda o modelo de privatização implantado pela administração do governador Mário Covas, que segundo ele, realizou a maior doação do setor público ao privado com a privatização das rodovias.

Agencia Estado,

23 de abril de 2001 | 15h09

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