Começa nova turma de formação para controlador aéreo

Na tentativa de solucionar parte da crise no setor aéreo, um grupo de 64 pessoas, selecionadas em um concurso público realizado pelo Comando de Aeronáutica, começou uma nova turma para a formação de Controlador de Tráfego Aéreo, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. É a primeira equipe de civis depois do inicio da crise, no ano passado. Selecionados no concurso no ano 2000, somente depois do acidente aéreo que matou 154 pessoas e deflagrou a crise no setor, é que foram chamados para iniciar o curso. As aulas sobre navegação aérea, comunicações, meteorologia, serviços de informação aeronáutica, tráfego aéreo e controle começaram nesta terça-feira no Instituto de Controle do Espaço Aéreo (Icea) nas dependências do CTA (Comando Tecnológico Aeroespacial) em São José dos Campos. Serão nove meses de curso, onde o aprendizado da língua inglesa se tornou uma grande preocupação. "O inglês é um desafio internacional, para se buscar acertar sempre em comunicações. É preciso se aperfeiçoar cada vez mais, por isso temos que atingir os modelos internacionais", disse o diretor do Icea, Coronel Paulo Roberto Ferraz. Crise aérea Limitando-se a não fazer comentários sobre a crise no setor aérea, o militar deixou claro que o papel do instituto não é fazer avaliações da atual situação dos controladores de vôo e do setor e sim realizar, "com qualidade e paixão", a formação dos profissionais. "A crise faz parte do processo de maturação do país. O CTA não fala em crise, nossa tarefa é formar o melhor profissional para enfrentar tudo isso. O CTA não só forma, também desenvolve pesquisas neste setor, buscando sempre um resultado". O Icea formou no ano passado 1.200 profissionais, entre civis e militares, em 50 cursos ligados a aeronáutica. "Neste ano devemos chegar a 1.600 profissionais". Ferraz não revelou quanto e investido pelo governo no curso de controlador, mas mostrou todas as salas por onde os alunos vão passar, inclusive onde estão painéis e simuladores de torres de tráfego aéreo e ressaltou que depois do curso, os alunos ainda passam por estágio e período de exigentes avaliações. "São três anos de período probatório, onde o profissional é avaliado e se não corresponder às funções pode ser exonerado do cargo". Enfatizando que o Comando da Aeronáutica sempre tem a intenção de acertar, de aprimorar o conhecimento dos profissionais que atuam no setor, o diretor não fez comentários sobre a desmilitarização do comando sobre os controladores de tráfego aéreo. "A excelência do controle do espaço aéreo depende de todos, de civis, de militares. O brasileiro tem que senti orgulho da nossa capacidade de navegação aérea nacional e internacional".

Agencia Estado,

10 Abril 2007 | 19h11

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