Começa retirada de corpos no helicóptero da Petrobras

O corpo do co-piloto Marcos Miranda de Souza morto na queda de um helicóptero que prestava serviços para a Petrobrás na Bacia de Campos, no litoral do Estado, foi retirado hoje da aeronave, mas ainda permanece a 820 metros da superficie. Os corpos das outras quatro vítimas permanecem dentro do helicóptero. Em nota divulgada hoje, a estatal informou que ainda está avaliando como será feita a operação de regaste dos corpos. Segundo a Petrobrás, o aparelho está virado de cabeça para baixo e na operação, feita com auxílio de um robô com braço mecânico, é necessário cortar os cintos de segurança para retirar as outras vítimas. O trabalho de resgate começou hoje de manhã, com o navio Seaway Condor, helicópteros e barcos de apoio. Ainda de acordo com a nota, o trabalho é acompanhado pela Marinha, Aeronáutica, pela empresa proprietária do helicóptero, a BHS, e por seu fabricante, a Sikorsky. O presidente do Sindicato dos Petroleitos, Francisco Carvalho, explicou que nessa profundidade, o içamento tem que ser lento para não danificar a aeronaveNo acidente ocorrido ontem, morreram dois funcionários terceirizados da estatal, Juliano Alves da Silva, da Maicon, que mora em Barra do Piraí; Kenneth Ward, da Stoult OffShore, cidadão inglês que mora na Escócia; um empregado da Petrobrás, o engenheiro César Marques de Oliveira, residente no Rio; o piloto, Cláudio Belloni, e o co-piloto, Marcos Miranda de Souza, ambos de São Paulo. Segundo a BHS, Belloni estava há três anos na empresa, tinha 700 horas de vôo e este foi o primeiro acidente ocorrido com uma das 16 aeronaves da empresa, em 11 anos de atuação, sete dos quais para a Petrobrás.

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