Lázaro Viana/WhasApp/Reprodução
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Começa retirada de famílias das áreas de risco em Salvador

Comunidades afetadas pelos dois grandes deslizamentos tiveram 15 vítimas. Capital baiana tem 600 áreas de risco e cerca de 300 remoções

Heliana Frazão, Especial para O Estado de S. Paulo

29 Abril 2015 | 15h07

SALVADOR - Concluído o trabalho de resgate das 15 vítimas dos dois grandes deslizamentos de terra ocorridos em Salvador na segunda-feira, 27, nas comunidades de Barro Branco e Marotinho, técnicos dos governos estadual e municipal, auxiliados pelo Exército, iniciaram nesta quarta-feira, 29, uma operação de retirada dos moradores das áreas com risco iminente de deslizamento. O município mapeou 16 regiões nessas condições, de onde serão removidas cerca de 300 famílias. No total, a capital baiana possui 600 áreas de risco, segundo a Defesa Civil. 

Nesta manhã, o prefeito ACM Neto fez um apelo a quem mora nesses locais, no sentido de não resistirem em deixar suas casas. Algumas famílias têm se recusado a seguir para os abrigos municipais ou para casa de familiares, temendo perder o pouco que lhes resta. Entretanto, o gestor municipal garantiu que todos serão cadastrados e seus pertences ficarão guardados em um galpão do município até que a situação esteja regularizada.

"As pessoas precisam compreender que, por questão de segurança, precisam deixar seus imóveis. Não há como fazer uma previsão. Mas pode acontecer ainda chuva com grande intensidade em Salvador", reforçou.

Um decreto municipal declarando situação de emergência em algumas regiões deverá agilizar a adoção de medidas e liberação de recursos para a realização das ações necessárias ao restabelecimento da normalidade na capital.


Em paralelo, começa a ser realizada a limpeza das comunidades de Barro Branco e Marotinho. Apesar de ter chovido forte na madrugada, o sol reapareceu nesta quarta-feira. A previsão é de que esse trabalho dure ao menos dois dias. Até a manhã desta quarta, mais de 300 toneladas de barro tinham sido retiradas dessas localidades. 

A população tem contribuído como pode para amenizar a dor da perda de quem vive nessas áreas. Foram montados postos para entrega de doações em várias partes da cidade. Há mobilizações também por meio das redes sociais.  Os feridos, que foram hospitalizados, já estão de alta médica e os mortos, sepultados, sob grande comoção.  

O gestor municipal estima que em 30 dias seja possível iniciar a recuperação dessas duas comunidades, que deverão receber obras de urbanização e contenção de encostas. As casas que não têm condições de recuperação serão derrubadas e as famílias, indenizadas.

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