Comemoração ao Dia do Trabalho reúne 100 mil na Paulista

Entre 80 e 100 mil pessoas estão reunidas na Avenida Paulista para as atividades em comemoração ao Dia Internacional do Trabalho realizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). As informações são do comando da Polícia Militar, responsável pela segurança local. A programação oficial do 1º de maio teve início por volta das 9 horas com shows musicais. Por volta do meio-dia, apresentou-se no palco o cantor Gilberto Gil, ministro da Cultura do governo Lula. Em seguida, entrará Djavan. Devem passar ainda hoje pelo palco Sandy & Júnior, Jorge Aragão, Fundo de Quintal, os cantores Daniel, Leonardo, Alexandre Pires, entre outros.Do meio político, estão confirmadas as presenças do ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, dos senadores petistas Aloízio Mercadante e Eduardo Suplicy. Da administração municipal devem comparecer a prefeita Marta Suplicy, o secretário do Trabalho, Márcio Pochmann, entre outros. Ainda são aguardadas as presenças do presidente nacional do PT, José Genoino, e o do PCdoB, Renato Rabelo. As programações comemorativas do Dia do Trabalho estão programadas para terminar às 18h45 e serão marcadas por protestos contra o desemprego e por melhores salários, com apresentações de peças teatrais encenadas por artistas como Zezé Mota, Marcos Winter e Patricia Pillar.Comunicado - Em nota oficial comemorativa ao Dia do Trabalho, a CUT alerta que é preciso agir rápido para reverter o desemprego no país. Para que isso aconteça, a entidade afirma que são necessários a redução das jornadas de trabalho e o controle das horas-extras, que impedem a abertura de novas vagas.A CUT também reivindica a adoção de frentes emergenciais de trabalho e de políticas de incremento da produção, além da queda na taxa de juros e revisão dos compromissos fiscais com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A nota diz ainda que é preciso estabelecer uma política para recompor o salário mínimo, a fim de resgatar a dignidade e suprir as necessidades do trabalhador e de sua família."Acreditamos na intenção de Lula de recolocar o Brasil no rumo do crescimento e da justiça social. Mas também achamos que é preciso provocar uma forte aceleração na retomadas da políticas de emprego e renda, compromissos que não vêm sendo cumpridos pelo governo e que são as principais necessidades dos brasileiros", afirma a nota.

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