Comendador Arcanjo é condenado a 7 anos prisão

O bicheiro João Arcanjo Ribeiro, de 52 anos, o Comendador, foi condenado, nesta terça-feira, a sete anos de prisão em regime fechado no processo em que era acusado de porte ilegal e receptação de armas. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF). Arcanjo é apontado como chefiar o crime organizado no Mato Grosso, com ramificações no Paraná, São Paulo, Minas e Rio. O bicheiro está preso no Uruguai com a mulher Silvia Shirata desde 11 de abril deste ano. A primeira sentença contra Arcanjo é do juiz da 1ª Vara Federal, Julier Sebastião da Silva. O bicheiro responde na Justiça a mais quatro processos por contrabando, formação de quadrilha, corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e homicídio. Em seu despacho, o juiz afirmou que Arcanjo "é tecnicamente primário, mas goza de maus antecedentes". "É, portanto, o acusado comandante de poderosa organização voltada para a prática de variadas infrações penais, inclusive as mais violentas, fato este que deve ser levado em consideração para a dosagem das penas que lhe são aplicáveis". A denúncia do MPF foi baseada na apreensão de armas nacionais e importadas, além de munição na mansão de Arcanjo, num bairro nobre em Cuiabá, em 5 de dezembro de 2002. No lote de armas apreendidas pela Polícia Federal consta 2 espingardas; 2 pistolas automáticas; 3 revólveres; e 1 carabina repetição, marca Rossi, modelo Puma, de origem brasileira, nº de série B078645, calibre 38. A arma é de uso proibido. Arcanjo deve ser extraditado este ano para o Brasil.

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