Comerciante é libertada após passar oito dias em cativeiro

A comerciante Isabel Cristina Brumatte Ferreira, de 48 anos, foi libertada na noite desta quarta-feira, 20, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, após ficar oito dias em cativeiro. Ela foi seqüestrada no dia 13 de setembro, na cidade vizinha de Caçapava, quando saía do trabalho para ir almoçar. Segundo a polícia, a libertação ocorreu sem o pagamento de resgate. A quadrilha fez os dois primeiros contatos com a família no mesmo dia do seqüestro. O pedido inicial era de US150 mil, mas a família informou que não tinha o dinheiro. Desesperados os parentes foram a uma agência bancária de Caçapava tentar um empréstimo, que foi negado. O caso então foi passado para a Delegacia Anti-seqüestro do Vale do Paraíba. Levada por quatro homens no próprio carro, um Gol vermelho, a vítima ficou em um cativeiro sob a vigilância de um casal. Uma testemunha que trabalhava no mesmo local que Isabel viu quando ela foi abordada pelos seqüestradores.Na noite de quarta-feira a comerciante foi libertada na Avenida Cidade Jardim, em São José dos Campos. De um telefone público ela ligou para a família que avisou os policiais. Bastante nervosa, ela não conseguia descrever o cativeiro. Segundo a polícia, ela estava bastante abalada e pouco falou sobre o caso."Disse que ficou encapuzada, que comeu e tomou banho. Vamos esperar passar esta fase para depois ouvi-la de novo", disse o delegado responsável pelas investigações, Leon Ribeiro. Ela foi levada para a casa, onde permaneceu descansando ontem à tarde. Ninguém quis comentar o seqüestro. "Não só minha irmã que está abalada. Estamos todos, tentando entender o que aconteceu" disse uma irmã da vítima que pediu para não ser identificada. Os parentes da comerciante têm uma fábrica de cerâmica na cidade, na qual Isabel trabalha, mas a família não tem posses. Novos depoimentos devem ser marcados pela polícia somente na próxima semana.

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