Comércio da Rocinha pára em respeito ao traficante morto

O comandante do 23º Batalhão da PM do Rio de Janeiro (Leblon), coronel Jorge Braga, está na Favela da Rocinha, para acompanhar a visita do subsecretário de Direitos Humanos, Paulo Baía, à Associação de Moradores. De acordo com Braga, PMs farão a segurança de cerca de dez ônibus que vão levar moradores ao enterro do traficante Luciano Barbosa da Silva, o Lulu, no cemitério São João Baptista, em Botafogo, às 17 horas. O coronel disse que Lulu era muito conhecido e querido pelos moradores. "Vejo o comércio fechado como uma manifestação de respeito da comunidade por uma pessoa da qual eles gostavam. Embora fosse traficante, ele era querido. As lojas não estão fechadas por falta de segurança", disse Braga, que mantém o mesmo efetivo da PM mobilizado desde o início do conflito. O comandante afirmou ainda que o setor de inteligência da polícia está articulado para encontrar o traficante Eduíno Eustáquio de Araújo Filho, o Dudu, que tentou invadir a Rocinha na semana passada. Há informações desencontradas sobre seu paradeiro: ele estaria na própria Rocinha, no Vidigal ou no Complexo do Alemão, na zona Norte.

Agencia Estado,

15 de abril de 2004 | 11h57

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