Comércio da Rocinha reclama dos prejuízos

Com a guerra do tráfico, a Rocinha contabiliza prejuízos. Agora, as reclamações partem dos comerciantes da maior favela do Rio. ?O movimento caiu na sexta-feira, quando começou o conflito. Estamos com um prejuízo de 40%?, disse hoje Leandro Oliveira, de 19 anos, gerente do Bob?s. ?Os fornecedores não vieram. Faltou até batata e refrigerante.? Para Antônio Carlos Carvalho, funcionário da loja de laticínios Cachorrão da Rocinha, a situação é desoladora. ?As prateleiras estão vazias porque não tem mercadoria. A padaria que me fornece o pão (fica no alto da favela) fechou porque encheram ela de tiro. Não tenho nem carne de hambúrger nem salsicha. Se não fosse essa guerra, abriria a loja todos os dias?, disse Carvalho, que voltou a trabalhar ontem. Na Pizzaria Lit, conhecida por atender com um serviço de motoqueiros os moradores de classe média na zona sul, a situação não é diferente.Na hora do almoço, o que se via ontem eram mesas vazias e gente reclamando. ?Faltou muzzarela. As entregas diminuíram. Estamos fechando mais cedo?, disse o gerente, Eduardo Aragon, de 29 anos. Segundo ele, o valor arrecadado para os funcionários, com os 10% de comissão nas vendas, caiu de R$ 1 mil para R$ 200 nos últimos dias.

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