Comércio de São Paulo discute funcionamento no sábado

Lojistas e trabalhadores discutem até sexta-feira como o comércio vai comemorar o aniversário de São Paulo: se em casa, com as portas das lojas fechadas ou trabalhando em um dos melhores dias para as vendas. O feriado cai no sábado e o Sindicato dos Empregados no Comércio de São Paulo pede aos empresários basicamente o mesmo que vem sustentando na negociação para a abertura das lojas aos domingos. Ou seja, bônus de R$ 15,00, transporte e refeição.Além disso, os funcionários teriam direito a hora extra e não ficaria obrigado a aparecer para trabalhar, de acordo com o vice-presidente do sindicato, Ricardo Patah. "A questão principal é a não-obrigatoriedade", disse. "O trabalhador só vai se quiser."Segundo ele, vários representantes de shoppings da capital já procuraram o sindicato em busca de um acordo para abrir. O Ibirapuera e o Metrô Tatuapé ainda esperam pela negociação com os trabalhadores para definir como será o funcionamento, como de resto a maioria dos shoppings. Por enquanto, o que há de certo é que os centros abrem no mínimo como aos domingos.Das 10 às 22 horas, os setores de alimentação e lazer funcionam. O restante das lojas pode ou não abrir. Mesmo que não haja acordo com o sindicato, os proprietários podem abrir se eles mesmo trabalharem, sem os empregados.Mas não será o caso do Iguatemi. Lá, o Clube de Lojistas antecipou as conversas com os representantes dos trabalhadores e já tem acordo garantindo a abertura das lojas normalmente no aniversário da capital. "Fizemos um acordo com o sindicato", disse o presidente do Clube dos Lojistas do Iguatemi, Raul Sulzbacher.A questão é semelhante à discussão em torno da abertura do comércio aos domingos, fundamental, na opinião de Sulzbacher, para o perfil atual da cidade. "Tem muita gente que vem a São Paulo no fim de semana para aproveitar o turismo de compras, cultural e gastronômico e no momento que as lojas não abrem se está aleijando esse tripé e prejudicando a cidade."Ele acredita que em 15 dias será possível ter uma resposta mais concreta para a questão entre os comerciantes. Patah, mais otimista com as negociações, acha que pode haver novidades nos próximos dias.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.