Comércio fecha as portas com medo de traficantes no Rio

Por causa da suposta morte de um traficante de drogas, comerciantes do bairro do Rio Comprido, na zona norte do Rio, fecharam as portas por cerca de uma hora e meia na tarde desta segunda-feira. A polícia, que patrulhou a área, informou que o caso não fora registrado. De acordo com os policiais, uma pessoa passou trotes para os lojistas fazendo-se passar por bandido, o que teria causado o medo no bairro.Segundo os lojistas da Rua do Bispo e da Avenida Paulo de Frotin, traficantes do Morro do Turano teriam ordenado que as lojas ficassem fechadas em sinal de luto por um bandido da favela. Um homem teria passado na esquina da Rua Aureliano Portugal por volta de meio-dia e avisado da ordem dos criminosos. Logo após a chegada da PM, por volta das 14 horas, os comerciantes decidiram reabrir os estabelecimentos.A região do Rio Comprido é a mesma onde, há uma semana, moradores de favelas do Complexo de São Carlos incendiaram ônibus e carros por causa do desaparecimento do traficante Alex André Gomes, o Dedé, de 25 anos.Uma padaria foi destruída e um supermercado registrou saques. As manifestações foram incentivadas por bandidos, que circularam armados pelas ruas, apesar da presença da PM. Na ocasião, pelo menos três pessoas ficaram feridas, entre elas uma mulher, grávida de 6 meses.Dedé é apontado como chefe do tráfico do Morro do Querosene e teria sido seqüestrado e morto por policiais do 1º Batalhão da PM. Depois do episódio, seis PMs foram presos sob suspeita de participar do crime, por determinação do governador Anthony Garotinho.Hoje, a polícia divulgou uma gravação em que Dedé e um traficante rival do Morro da Mineira negociam a entrega do corpo de um bandido morto durante tiroteios entre as duas quadrilhas. Na conversa, Dedé diz que o corpo seria entregue em troca de fuzis.

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