Comércio irregular funciona normalmente no Brás

A Rua Oriente e ruas adjacentes, na região do Brás, próximo ao centro da capital paulista - palco de violento confronto entre PM e camelôs na madrugada de quinta-feira - amanheceram em calma nesta sexta-feira. Ao contrário dos dois últimos dias, a Polícia Militar, fiscais da Prefeitura e a Guarda Municipal não realizam nenhuma operação contra o comércio irregular na feirinha da madrugada. Ela é montada praticamente todos os dias, a partir das 4 horas, por cerca de 5 mil ambulantes clandestinos.Como a fiscalização e o policiamento não apareceram, a feirinha, que só é retirada no horário de abertura das lojas, foi montada normalmente nesta manhã. Grande parte da clientela dos ambulantes é formada de comerciantes do interior que vêm para o Brás atrás de produtos mais baratos.Na madrugada de quinta-feira, a 22ª operação de combate ao comércio irregular naquela região do Brás, terminou em confronto entre camelôs, guardas civis e policiais militares. Foi o pior dia na Rua Oriente desde que a Prefeitura decidiu acabar, no ano passado, com a ferinha. Os camelôs reagiram. Muitos jogaram sacos de lixo no meio da rua, quebraram lixeiras e jogaram pedras.A resposta veio com gás pimenta, bombas de efeito moral, granadas de luz e tiros de balas de borracha. O confronto atingiu seu ápice às 5 horas, quando o motorista Severino Bandeira da Silva foi expulso de um caminhão da Subprefeitura da Vila Maria, que apoiava a operação. O veículo foi incendiado. Uma hora depois, os manifestantes atearam fogo a um ônibus da Defesa Civil, estacionado ao lado do caminhão. Durante a confusão, as lojas foram obrigadas pelos manifestantes a baixar as portas. Às 10 horas, as lojas reabriram.

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