Comércio permanece fechado no Morro da Mangueira

Um dia após criminosos incendiarem três veículos - dois ônibus e um carro - e atearem fogo em pneus e caixotes, em represália à morte de três traficantes na Mangueira, no Rio, o comércio não abriu as portas na maioria das ruas do entorno do morro nesta quarta-feira, 17. Os traficantes teriam dado ordens para o fechamento para homenagear os três traficantes mortos na terça em confronto com a Polícia Civil, que subiu o morro para cumprir mandado de prisão contra moradores. Um carro da polícia com quatro soldados permanece posicionado no Largo do Pedregulho, perto do local do incêndio do ônibus na terça. Na zona norte da cidade, dois carros foram incendiados desta quarta. De acordo com bombeiros do quartel da Penha, bandidos da Favela de Brás de Pina atearam fogo num Celta roubado na região. Segundo o Corpo de Bombeiros, essa é uma prática comum no local. Um outro carro, uma Blazer, foi incendiado na Avenida Brasil, num dos acessos da Favela da Cidade Alta, em Cordovil.Novos ataquesO governador Sérgio Cabral Filho (PMDB)afirmou que a reação de criminosos não intimidará o trabalho da polícia, ao comentar a queima de dois ônibus e um carro em ruas de acesso ao Morro da Mangueira. "Nós não nos intimidamos, vamos continuar atuando em operações que recuperem armas, que apreendam drogas, esse é o nosso trabalho", disse ele. Segundo Cabral, a operação na favela foi "muito bem realizada". "A Polícia Civil entrou na Mangueira, apreendeu armas, drogas e matou três marginais. Houve reação dos bandidos. Graças a Deus sem nenhuma vítima, nenhum inocente foi vitimado."Ao comentar a possibilidade de novos ataques, apesar da chegada de tropa da Força Nacional de Segurança, Cabral disse que não é "porta-voz de bandido". "Não posso interpretar bandido. Sou porta-voz do poder público. Nós vamos continuar agindo efetivamente para dar tranqüilidade e segurança para a população", disse. "Foram bandidos, mas a população da Mangueira, que eu conheço, o povo que representa Cartola, Nelson Cavaquinho, Dona Neuma, esse povo quer tranqüilidade e paz, não quer marginal tocando o terror dentro da comunidade." Matéria alterada às 13h45 para acréscimo de informações

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