Comissão aceita explicação de ministro sobre uso de carro oficial

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República vai sugerir aos ministros que evitem usar carros oficiais quando comparecerem a reuniões de caráter político-partidária e eleitoral. Apesar da recomendação para que, no futuro, os ministros observem com mais rigor o código ética e não usem o carro oficial para este tipo de encontro para evitar questionamentos, a Comissão de Pública não fez qualquer advertência ou censura à postura do ministro-chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage.No início da semana, Hage usou seu carro oficial para ir a uma reunião, na casa do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que tinha por objetivo traçar uma estratégia de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de outros 17 integrantes do primeiro escalão do governo. A postura de Hage foi alvo de críticas até mesmo do seu ex-ministro da Integração deputado eleito Ciro Gomes, que disse que ele deveria pagar uma "taxa de abuso" por isso.Depois de analisar as explicações do ministro Jorge Hage, a comissão entendeu, por unanimidade, que ele "não cometeu ilegalidade ou falta ética" ao usar o carro oficial para ir à casa de Hélio Costa. Na sua justificativa, Hage esclareceu que foi convidado de última hora para a reunião para informar aos ministros se poderiam ou não entrar de férias ou tira licença para participar da campanha do presidente Lula."Acatamos as explicações amplamente e entendemos unanimemente que não havia desvio ilegal ou mesmo ético porque ele, particularmente, estava nas atribuições", informou Roberto Caldas, um dos integrantes da comissão de ética. Segundo Caldas, Jorge Hage sempre consulta a comissão quando há qualquer dúvida.

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