Comissão aponta defeitos em obras da Raposo Tavares

A Comissão de Acompanhamento e Fiscalização (CAF) do programa de concessões rodoviárias do governo estadual encontrou defeitos e falhas técnicas nas obras de duplicação da Rodovia Raposo Tavares, durante vistoria realizada hoje. A fiscalização estendeu-se também às rodovias Castelo Branco e José Ermírio de Moraes (Castelinho), mas os principais problemas foram encontrados no trecho da Raposo duplicado recentemente, entre os quilômetros 92, em Sorocaba, e 115, em Araçoiaba da Serra. O sistema Castelo-Raposo está concedido à ViaOeste. Segundo o deputado estadual Antonio Caldini Crespo (PFL), integrante da comissão, foram verificadas falhas técnicas incompatíveis com o padrão da rodovia. "Há um ponto em que as pistas ficam desalinhadas, na altura do quilômetro 98, aumentando o risco de acidentes." No mesmo local, o tabuleiro de um viaduto está fora do nível da pista. Nos viadutos dos quilômetros 100 e 102 não há pista de desaceleração, e o raio de curvatura das alças é estreito. "Os veículos são obrigados a frear totalmente para fazer a manobra." O pavimento das alças está deteriorado. O viaduto do quilômetro 100 é antigo e causa estreitamento da pista. A empresa terá que substituí-lo. Uma passagem de retorno construída sob o leito da rodovia no quilômetro 108 foi considerada tecnicamente inadequada. "É uma obra indecente, totalmente fora de padrão, com apenas 3 metros de altura por 4 de largura", disse Crespo, que também é engenheiro. Ele observou ainda a falta de telas protetoras sobre as muretas que separam as pistas na área urbana. No local, pedestres cruzam a rodovia para não ter o trabalho de dirigir-se à passarela. Nesse mesmo local, o asfalto tem ondulações. O trecho foi inaugurado há quatro meses. Diretores da empresa, que acompanharam a visita, comprometeram-se a resolver os principais problemas detectados. Além de parlamentares, a comissão é integrada por representantes da sociedade civil e do governo. Os membros vão encaminhar relatórios à Secretaria de Estado dos Transportes que pode, dependendo do caso, aplicar multas à concessionária por descumprimento do contrato.

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