Comissão da Verdade do Rio condena atuação da PM em protestos

Nota diz que a polícia não trabalhou para prevenir vandalismo e 'passou a atacar com violência de forma indiscriminada quem estava nas ruas'

O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2013 | 14h45

RIO - A Comissão da Verdade do Rio (CEV-Rio) divulgou nota, nesta quarta-feira, 26, em que condena a atuação da Polícia Militar durante as manifestações promovidas na cidade nos últimos dias. "A PM não fez um trabalho preventivo para proteger possíveis alvos de vandalismo, como a Alerj e a Prefeitura, e, depois que estes aconteceram, passou a prender e a atacar com violência de forma indiscriminada quem estava nas ruas, independentemente de as vítimas de sua violência terem ou não participado de depredações", afirma a nota.

"É preciso mudar esse comportamento, inadmissível num regime democrático. É, também, inaceitável que os presos nas manifestações sejam acusados de formação de quadrilha – recurso que nem a ditadura militar usou. O direito de manifestação política de forma pacífica é assegurado na Constituição e cabe às autoridades respeitá-lo", continua.

O texto, assinado pelo advogado Wadih Damous, presidente da comissão, também critica a atuação da polícia no Complexo da Maré, na madrugada de terça-feira. "É intolerável o comportamento da PM no Complexo da Maré, depois da lamentável morte de um sargento da corporação, assassinado por traficantes nesta terça-feira. Toda a população local foi submetida a um verdadeiro estado de sítio, proibida de deixar suas casas e a polícia matou pelo menos nove pessoas. Esperamos que o governador Sérgio Cabral tome as providências que a seriedade da situação exige", conclui o texto.

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