Comissão de ética vai examinar denúncias

BRASÍLIA

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2010 | 00h00

Dentro do governo, a preservação do delegado Romeu Tuma Júnior no cargo de secretário nacional de Justiça não é consenso. Na próxima segunda-feira, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República deve examinar o teor das denúncias divulgadas contra o atual secretário nacional de Justiça, suspeito de ter ligações com a máfia chinesa, conforme investigações da Polícia Federal.

Apesar de não haver nenhuma representação formal contra Tuma Júnior, a comissão de Ética, segundo apurou a reportagem, deve examinar o caso, com base no noticiário publicado pelo Estado.

A comissão não vai analisar se houve ilícito por parte de Tuma Júnior. A ideia é verificar, apenas, se ele infringiu o Código de Ética.

Com base na avaliação dos seus integrantes sobre as denúncias divulgadas, a comissão, então, pedirá ou não explicações ao secretário nacional de Justiça ou abrirá um procedimento de desvio de conduta ética.

Depois de analisar o caso, a comissão pode sugerir até o afastamento do delegado ao seu superior hierárquico, mas não tem poder efetivo para decidir pela exoneração dele.

O processo ético, como é habitual, é sigiloso e Tuma Júnior poderá ser ouvido antes da sentença.

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