Comissão de Frente se destaca no desfile da Rosas de Ouro

A escola de Samba Rosas de Ouro entrou no sambódromo do Anhembi às 4h10 deste domingo para cantar "Tellus Mater, o cio da terra". Com o samba-enredo que falava da criação do Universo, o carnavalesco Fábio Borges busca sair do jejum de 12 anos sem títulos do Grupo Especial. Quase 4 mil componentes divididos em 23 alas, e 5 carros alegóricos foram animados por 280 ritmistas. A bateria, que representou a criação da vida, passa por um teste em 2007. No ano passado, a escola liderava a contagem dos votos até o último quesito apurado, justamente a bateria. Coincidência ou não, a Rosas entrou na Avenida este ano com novo mestre, Tornado, que foi da X-9 Paulistana. Integrante da Rosas há sete anos, a modelo Ellen Roche estreou no Anhembi como madrinha de bateria. A comissão de frente emocionou o público ao representar o quadro "Natureza Morta", pintado por Candido de Portinari, em 1930. Os bailarinos se passaram de migrantes nordestinos. O que chamou a atenção foi o cuidado das maquiagens. A escola da Freguesia do Ó chamou a atenção com a ala das passistas. As belas meninas saíram do meio da bateria. O terceiro carro alegórico trouxe uma cena de amor com duas esculturas de 12 metros de altura, que representam o fecundado a terra. Gotas de água desenhadas no peito do casal simbolizavam o nascimento da chuva. Outro destaque foi a presença do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, no quarto carro "A terra é azul na Rosas de Ouro". A última ala retratou um assunto do momento, o aquecimento global. O carro que trazia dinossauros tentou explorar a sonoplastia. A experiência não surtiu o efeito desejado pelo barulho do sambódromo. Os grunhidos ficaram incompreensíveis em algumas partes do trajeto. A Rosas contou com grande torcida nas arquibancadas. Uma faixa de apoio se destacava no meio dos torcedores. "Greenpeace e Rosas de Ouro entrando no clima para salvar o Planeta."

Agencia Estado,

18 Fevereiro 2007 | 05h33

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