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Comissão do Bope negocia fim da rebelião em Bangu

Uma comissão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM negocia o fim da rebelião e a libertação dos seis policiais, e não oito, militares que estão sendo mantidos como reféns pelos presos da Casa de Custódia Jorge Santana, no Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio, desde o final da madrugada de hoje. Cerca de 150 detentos estão rebelados e concentram-se no pátio e no telhado da casa de custódia. Os reféns estão sob a mira de revólveres, pistolas e escopetas, que foram roubados da casa de armas da prisão.O comandante da PM, coronel Francisco Braz, decidiu exonerar a direção da unidade para investigar se houve conivência da guarda com os presos. O major da PM Ari Jorge Santos, ajudante-de-ordens de Braz, é o novo diretor. Os rebelados exigem a troca da empresa que fornece as refeições e a transferência dos detentos já condenados.Durante a tentativa de fuga que antecedeu a rebelião, por volta das 5h, segundo os presos, seis detentos da casa de custódia foram baleados por agentes de segurança do Serviço de Operações Especiais (SOE) do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe). Dois presos foram encaminhados com ferimentos para o Hospital Albert Schweitzer. Segundo o major Dazer Corpas, comandante do policiamento externo do complexo de Bangu, cinco presos fugiram.Esta é a segunda rebelião na casa de custódia em menos de dez dias e a sexta no complexo do Bangu em três meses. No último dia 23, os 496 presos da casa de custódia fizeram motim de 12 horas e mantiveram dois policiais militares reféns. Eles dominaram a cadeia com a pistola de um dos PMs e duas imitações de armas, feitas de papelão e alumínio. Entre as reivindicações estavam mudanças nas visitas, melhor alimentação e tratamento médico, além de transferências de detentos.

Agencia Estado,

01 de novembro de 2002 | 10h34

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