Comissão do Senado aprova brigadeiro para a diretoria da Anac

Allemander deve assumir cargo que era de Jorge Luiz Veloso, mas ainda precisa ser aprovado pelo plenário

20 Setembro 2007 | 16h49

A Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado aprovou por unanimidade a indicação do brigadeiro Allemander Jesus Pereira Filho para a diretoria de Segurança Operacional da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O nome do oficial depende ainda de aprovação no plenário. Em sabatina no Senado, o brigadeiro defendeu o aumento de investimentos na área operacional dos aeroportos.   Allemander, que provavelmente será aprovado no plenário do Senado, foi indicado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, para o lugar do ex-diretor Jorge Velozo. O futuro diretor assumirá em um momento de crise na agência, com pressões cada vez maiores pela saída do presidente da Anac, Milton Zuanazzi, que tem insistido em ficar no cargo.   "Segurança é o dogma da aviação. Os investimentos estão aquém do necessário. Devem ser voltados principalmente para pistas, pátios e equipamentos. Se não (aumentarem os investimentos), vamos ter novos acidentes. E não podemos ter um novo acidente", afirmou o brigadeiro aos senadores.   Allemander Pereira prometeu "aumentar a fiscalização, com processos mais ágeis e eficientes". O brigadeiro, que trabalhou durante 25 anos no Departamento de Aviação Civil (DAC), que foi substituído pela Anac, afirmou que a construção de uma terceira pista no aeroporto de Guarulhos "é indispensável". Disse ainda que os aeroportos de Confins, Galeão e Brasília "poderão ser os novos grandes hubs (aeroportos de distribuição de passageiros)", inclusive internacionais.   O brigadeiro criticou a retenção, pela União, de recursos obtidos com a cobrança de tarifas aeronáuticas. "As receitas devem retornar para compensar os custos com os aeroportos", afirmou. Ele defendeu a concessão da administração de aeroportos para a iniciativa privada. "Uma competição é sempre salutar", afirmou.   O brigadeiro Allemander Pereira começou sua explanação dizendo não ter apego ao cargo e que renunciaria imediatamente, se fosse desejo do ministro. "Não tenho qualquer apego ao cargo, sou um técnico, não sou político. Quando não estiverem contentes com minha atuação, eu saberei me retirar", afirmou.   Questionado pelo vice-presidente da comissão, Delcídio Amaral (PT-MS), o brigadeiro disse aos senadores que estaria "pronto a sair no momento em que o ministro julgar conveniente". A comissão do Senado aprovou também o nome de Heraldo Consentino para a diretoria de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).

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