Comissão que substitui juíza executada no Rio adia 1.º julgamento

Promotor que atua na Vara de São Gonçalo pediu transferência de data para analisar o processo

Tiago Rogero, estadão.com.br

16 Agosto 2011 | 16h20

RIO - No primeiro dia de trabalho da comissão de juízes criada para assumir provisoriamente a 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde trabalhava a juíza Patrícia Acioli, os magistrados e promotores decidiram adiar o tribunal de júri que estava marcado. O processo envolvendo o suspeito de homicídio Leonardo Coutinho, que aguarda preso ao julgamento, foi transferido para quinta-feira da semana que vem.

 

O promotor Horácio da Fonseca, um dos sete designados para atuar na 4ª Vara, disse que pediu o adiamento para obter mais detalhes do processo. O juiz Fábio Uchoa se desincompatibilizou do comando do 1º Tribunal do Júri da Capital para chefiar a comissão de juízes em São Gonçalo.

 

Ele disse que os jurados que compareceram ao júri desmarcado não demonstraram preocupação de participar de um julgamento na vara onde trabalhava a juíza assassinada.

 

"A sociedade de São Gonçalo pode ficar tranquila, porque este episódio não é rotina. A ordem pública está mantida. Espero que sejam tomadas medidas pelo governo do Estado para aumentar a segurança (pública)", afirmou o magistrado.

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