Comissão reduz categorias com direito à prisão especial

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta terça-feira o fim da prisão especial para portadores de nível superior, religiosos, professores do ensino fundamental e médio, pilotos de avião e sindicalistas. Também foi aprovado limites de privilégios nas celas. Praticamente apenas magistrados, ministros e policiais podem continuar em prisões consideradas especiais. Pela atual legislação, até as pessoas portadoras de condecorações de ordem do mérito nacional - muitas vezes indicadas pelos Estados - podem se beneficiar do regime de prisão especial. Por ter sido aprovado por maioria, é pouco provável que a proposta seja rejeitada em plenário da Câmara, onde será votado possivelmente ainda este ano.Uma das alegações ao autor da proposta, deputado Valdemar Costa Neto (PL-SP) para acabar com a prisão especial é acabar com o que chama de duas categorias de cidadãos. "Que sentido tem, por exemplo, a prisão especial de dirigentes sindicais representantes de empresários e trabalhadores? ", indaga.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.