Comissão sobre acidente da Gol deve ser instalada na próxima semana

Uma comissão de investigação do acidente com o vôo 1907 da Gol, ocorrido na sexta-feira, 29, deverá ser instalada na próxima semana, após o término dos trabalhos de campo, para apurar detalhes sobre acidente, ocorrido na serra do Cachimbo, entre Pará e Mato Grosso. A informação é do diretor de segurança de vôo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo Jenkins.De acordo com o especialista, além do Snea, também deverão integrar o comitê representantes do Sindicato Nacional dos Aeronautas, da Gol, de autoridades aeronáuticas e da fabricante americana do avião, a Boeing. Jenkins diz que ainda não é possível analisar as causas da colisão entre o Boeing 737-800 e o jato executivo Legacy, da Embraer. O contato entre os dois aviões, lembra Jenkins, foi relatado pelo Comando da Aeronáutica. "Essa é uma das incógnitas", comentou, dizendo que a colisão pode ter sido casada pelo fato de os aviões, que vinham de direções opostas, não terem desviado, "ou desviaram para o mesmo lado". Ele não quis se aprofundar no tema para não criar especulações, mas explicou que o aparelho que deveria indicar rota de colisão, o TCAS, tem duas opções para alertar os pilotos. Na primeira, há uma voz sintetizada que orienta o comandante a subir, descer, virar para a direita ou para esquerda. A outra opção é o desvio automático de rota. Jenkins relata que usualmente os pilotos preferem utilizar o TCAS no modo de correção de rota manual."Eu o conhecia o piloto (Décio Chaves Júnior, piloto do vôo 1907). Ele foi piloto da Transbrasil e tinha bastante experiência", relata Jenkins, que há 36 anos trabalha com segurança de vôo.

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