Comitê vai monitorar morte no trânsito no Paraná

A Secretaria da Saúde do Paraná instalou um Comitê de Controle da Mortalidade no Trânsito, que vai envolver órgãos multidisciplinares e será responsável por analisar cada ocorrência no Estado e sugerir medidas preventivas para reduzir o número de mortos.A cada acidente com óbito, o comitê será acionado para levantar todos os dados. O resultado das investigações deverá ser divulgado entre 30 e 60 dias, já com sugestões de medidas para que não venham a ocorrer novas mortes naquele local.Questão de saúde públicaO secretário Luiz Carlos Sobania disse que a questão da mortalidade no trânsito precisa ser encarada como "questão de saúde pública". Somente no Paraná, 2.046 pessoas morreram no trânsito no ano passado. "Dentro das causas externas é a maior causa de mortalidade no Paraná, além de trazer alto custo para o Sistema Único de Saúde", afirmou Sobania.Segundo ele, do ponto de vista técnico, há como se evitarem mortes, desde que sejam analisadas as condições dos três atores principais: via, pessoa e veículo. "Não podemos eliminar todos os acidentes, mas a maioria das mortes pode ser evitada", assegurou o secretário. "Isso já funcionou na questão da mortalidade infantil e na mortalidade materna."Comitês vão acelerar análiseNo comitê estarão representantes de universidades, Polícia Militar, Sistema Integrado de Atendimento a Emergências (Siate), Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea). Eles vão assessorar a formação de comitês nos principais municípios do Estado para que a análise seja mais rápida.As equipes serão treinadas nos primeiros meses do próximo ano. A expectativa é que, no futuro, o trabalho de análise de acidentes possa ser um campo de estágio para estudantes de Engenharia. "Algumas vezes uma árvore ou outro obstáculo tira a visão do motorista, que mesmo trafegando em baixa velocidade, pode colidir com outro carro ou pedestre. Só fazendo um levantamento no local, conversando com pessoas que testemunharam a situação e com os envolvidos será possível tirar uma conclusão sobre o fato e verificar as medidas de prevenção", acentuou Sobania.

Agencia Estado,

17 de dezembro de 2002 | 17h43

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