Como no Itaim, idosa guarda entulho em casa no Guarujá

Semelhante à situação de sua casa localizada no Itaim-Bibi, bairro nobre da capital, de onde Prefeitura recolheu 250 toneladas de lixo, o sobrado da idosa Violeta Martinez Rodriguez, de 78 anos, no bairro do Guaiúba, em Guarujá, chama a atenção pela quantidade de entulho espalhado pelo quintal. São restos de automóveis, madeiras, peças de motocicletas e até um caiaque.A vizinha Quitéria Maria de Carvalho reclama que o local, onde vivia Juan, filho da aposentada, sempre foi "uma imundície, cheio de mato e tranqueira". E muita gente já reclamou, mas Violeta, áspera, sempre responde do mesmo jeito: "A casa é minha e quem manda aqui sou eu".Também observa que, desde a última sexta-feira, houve uma movimentação grande no sobrado, para a retirada de entulho do quintal, desde mato, madeiras, restos de construção, entre outros objetos amontoados no entorno da casa.Mas o filho da idosa, João Martinez Rodrigues, nega que o local tenha se transformado em depósito de lixo e que o entulho amontoado na frente da casa seja proveniente do seu quintal. "Todo mundo joga lixo aqui na beira do canal, para que a prefeitura venha recolher mais tarde".Ele afirma que as três carcaças de automóveis depositadas na frente da casa têm uma justificativa: ele é mecânico e compra carros usados para desmonte e venda de peças. "Não sei qual é o crime que estou cometendo, pois pago meus impostos e tenho a documentação de todos os veículos que comprei", garante.João reconhece que a mãe guardava muito lixo na casa da Rua João Cachoeira, até por conta da doença que a acometeu depois da morte do pai, há cinco anos. "Mas o que fizeram na casa de São Paulo foi uma invasão arbitrária, porque junto com o entulho havia coisas importantes, como documentos, malas, roupas e até jóias, sem sequer apresentarem um mandado judicial", reclama.Depois deste episódio, João afirma que a mãe ficou muito doente, tendo de ser internada, às pressas, na semana passada, em uma clínica especializada em doenças mentais, em Santos. Ele informa ainda, que o advogado da família, Alexandre Janini, já está cuidando da questão e deve acionar a prefeitura.

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