Andre Dusek/AE
Andre Dusek/AE

Como ser popular, pelo mestre Lula

Para 720 estudantes em Moçambique, ele disse ter obtido 84% de popularidade com trabalho

Tânia Monteiro ENVIADA ESPECIAL / MAPUTO, O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2010 | 00h00

Catedrático em popularidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "ensinou" ontem, durante aula inaugural da Universidade Aberta do Brasil, em Moçambique, como conseguiu os 84% de popularidade no fim do mandato. "A minha popularidade é resultado do meu trabalho, de viajar, de conversar com o povo, de não ter medo de discutir qualquer assunto, em qualquer momento", afirmou aos cerca de 720 alunos da universidade à distancia.

Em discurso improvisado, o presidente defendeu os projetos do governo que, segundo ele, mudaram o patamar da educação no País, e pregou a necessidade de integração entre os países do Sul, para que deixem de ser submissos aos do Norte ou que se sintam inferiorizados.

"Como tivemos nossa cabeça colonizada durante séculos, aprendemos que somos seres inferiores e que qualquer um que enrola a língua é melhor do que nós. O que queremos agora é levantar a cabeça juntos e construir juntos um futuro em que o Sul não seja mais fraco do que o Norte, de que o Sul não seja dependente do Norte. Se nós acreditarmos em nós mesmos podemos ser tão importantes quanto eles, tão sabidos quanto eles."

Em passagem que enalteceu uma espécie de civilização dos trópicos, Lula disse que "o mundo não come minério de ferro ou chip, mas sim, comida" e terra e sol é o que mais existe na África e na América Latina, os países do Norte dependerão dos do Sul "porque o cidadão com fome não consegue apertar uma tecla de celular". Em tom saudosista, Lula citou que em dois meses deixará o governo e que "vai sentir saudade dos microfones".

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