Companhia cria festas de legumes e frutas

Realizadas em épocas de safra, elas ajudam a escoar produção - a da ponkan será a próxima

O Estadao de S.Paulo

29 de março de 2008 | 00h00

A administração da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp) está preocupada em manter uma marca histórica. No ano passado, foi registrado o maior volume de mercadorias comercializadas nos últimos 15 anos - foram 3,03 milhões de toneladas, um aumento de 17% em relação a 1992. "A Ceagesp vive um ótimo momento, beneficiada pela economia do País", comemora o chefe do setor de Economia, Flávio Godas. O campeão de vendas é a laranja - foram 303 mil toneladas em 2007, 10% do total.A julgar pelo primeiro balanço do ano, o crescimento deve continuar. No primeiro bimestre, a companhia comercializou 524 mil toneladas de alimentos, 6,9% mais que o mesmo período do ano passado (490 mil toneladas). "Nem o clima instável do verão, com muita chuva e calor, prejudicou os resultados. E até os produtos mais afetados pelo mau tempo - as verduras - apresentaram crescimento, de 11%."A receita acompanha o crescimento nas vendas. Em 2007, a Ceagesp movimentou R$ 3,5 bilhões - crescimento de 10,4% em relação a 2006 (R$ 3,1 bilhões). "O bom volume de comercialização também é resultado da descentralização no comércio de alimentos no Estado, nos outros entrepostos", afirma o economista, referindo-se às 12 unidades no interior. Dos armazéns da Ceagesp saem 60% das frutas, legumes e verduras consumidos na Grande São Paulo, vindos de 1.300 municípios brasileiros ou importados de 12 países. Para manter a boa fase, em agosto alguns produtores e a administração iniciaram uma nova política para atrair consumidores em épocas de safra - uma política de festas. "Os produtores não conseguiam escoar toda produção na época de safra, então tivemos a idéia de promover festas para os produtos, com o intuito de chamar a atenção do público", explica a chefe do Departamento de Divulgação, Dora Dimand. O primeiro evento, a Festa da Cenoura, ocorreu em agosto. A idéia é beneficiar as duas pontas: produtores conseguem escoar o excesso e os consumidores têm acesso a produtos com preços mais baixos. FESTAS"O caqui, por exemplo, pode custar até R$ 10 o quilo fora da época de colheita, mas, na safra, custa em torno de R$ 1 o quilo. É nessa época, de preço baixo e alta produtividade, que devem ser realizadas as festas", diz Godas. A Ceagesp já promoveu outras quatro festas - do Mel, Morango, Caju e Pêssego. A próxima será a da Ponkan (tipo de tangerina), na segunda quinzena de abril.

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