Companhias aéreas querem ir à Justiça contra União

As companhias se dizem tão vítimas quanto os passageiros de problemas de infra-estrutura de aeroportos e controle aéreo no País e estudam ações judiciais contra a União para receberem os prejuízos. Apenas com combustível extra, a conta já passa de R$ 20 milhões.Mas, como estão na linha de frente com os passageiros, começam a se mexer para evitar maiores arranhões na imagem. "Somos os primeiros a não querer atrasos. É ruim para a linha de produção, o custo aumenta", diz o vice-presidente de operações da Gol, David Barioni. "Estamos lutando para manter a qualidade, mesmo neste momento de transição."Segundo ele, a Gol pôs aviões de reserva para cobrir eventualidades e diminuir o tempo que leva para recompor a malha quando há atrasos em cascata. A "Sala de Crise", instalada para gerir o acidente em 29 de setembro - quando um Boeing da empresa caiu depois de chocar-se com um jato Legacy, deixando 154 pessoas mortas -, continua ativa e dá suporte estratégico e de inteligência ao Centro de Coordenação de Operações sempre que a operação sai muito da normalidade. É a partir dali que a malha é desenhada e recomposta.A TAM também colocou aviões de reserva para minimizar atrasos e trabalha para dar mais eficiência à gestão da malha. "Reforçamos a tripulação, o pessoal de terra, implantamos mais postos de check-in avançado", diz o vice-presidente Paulo Castello Branco.Em janeiro, após a operação da empresa entrar em colapso no Natal, foi criado o Centro de Coordenação de Operações Aéreas (CCOA), facilitando decisões e troca de informações entre departamentos.

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