Comparsa de Andinho será mostrado a testemunhas

A Delegacia Anti-Seqüestros (Deas) de Campinas deve solicitar que testemunhas façam o reconhecimento do seqüestrador Anderson Manzini, preso nesta segunda-feira à noite Caçapava, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo.Membro da quadrilha de Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, Manzini é acusado de ter disparado os tiros que mataram a dona-de-casa Rosana Meloti, seqüestrada pela quadrilha.Rosana foi morta em frente à sua casa no começo deste ano. Segundo a polícia, o assassinato ocorreu porque a família da vítima não tinha dinheiro para pagar o resgate. ?Foi uma forma de pressionar os parentes de outros seqüestrados a concordar com os valores pedidos pelo bando?, disse um investigador da Delegacia.Na época do assassinato, foi cogitada a participação de ciganos no caso. Rosana, que pertencia a uma comunidade cigana, teria reconhecido um deles no bando. A hipótese está quase descartada pela Deas. ?Não apareceu nenhum cigano na investigação até agora?, explicou o policial.Segundo ele, Manzini pôde ser reconhecido porque era um dos poucos da quadrilha que não usavam capuz, o que permitirá sua identificação também pelas vítimas dos seqüestros. Manzini dispensava o artifício porque é mais conhecido pela polícia de São Paulo, onde mora e onde era procurado por assalto a banco, conforme o investigador.Ele contou que policiais de Campinas devem ir a São Paulo para ouvir o criminoso e apurar sua participação na morte de Rosana. A data do depoimento ainda não foi marcada.O advogado de Manzini, Valter de Albuquerque, comunicou que, segundo seu cliente, o autor dos tiros que mataram Rosana foi Valdecir de Souza Moura, o Fiinho, morto em confronto com a polícia durante a prisão de Andinho, no final de fevereiro.Mas o policial afirmou que o próprio Andinho e Cristiano Nascimento de Faria, outro membro do bando, preso no mês passado, haviam apontado Manzini como o responsável pelos disparos contra a dona-de-casa. Ainda segundo o investigador, Manzini, Anderson José Bastos, o Anso, também morto em confronto com a polícia, e Fiinho, eram os matadores da quadrilha.Ele comentou que a Deas continua tentando localizar outros integrantes, que estão foragidos. De acordo com o investigador, a prisão de Andinho pelos policiais de São Paulo somente foi possível porque sua quadrilha vinha sendo desmantelada pela Deas de Campinas há alguns meses.?O Andinho estava acuado. Como se diz, fomos comendo pelas bordas para nos aproximar dele?, afirmou. Ele insistiu que o último seqüestro do grupo, das duas irmãs de Americana, ocorreu 25 dias antes de Andinho ser preso.

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