Julio Maria/Estadão
Julio Maria/Estadão

Complexo do Boi Bumbá e marabaixo viram patrimônio cultural do Brasil

Decisão foi tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, ligado ao Iphan; grupo deve tombar nesta sexta-feira, 9, um geoglifo de 2,5 mil anos do Acre

O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2018 | 12h27

SÃO PAULO - O marabaixo e o Complexo do Boi Bumbá foram reconhecidos na quinta-feira, 8, como patrimônio cultural do Brasil. Unânime, as decisões foram tomadas pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), durante reunião no Museu Histórico do Pará, em Belém

Típico do Amapá, o marabaixo é uma manifestação cultural que mistura música, dança, vestimentas, comida, bebida e estilo literário próprios. Ele tem origem nos hinos cantados por africanos, dentro de navios negreiros, quando alguém morria e tinha o corpo jogado ao mar. Também no período colonial, rodas de marabaixo eram realizadas no Brasil como forma de agradecer promessas atendidas.

Já o Complexo do Boi Bumbá do Médio Amazonas e Parintins tem origem nas missões jesuíticas que chegaram ao norte do Brasil no século 17, misturando tradições mediterrâneas com indígenas e africanas, de acordo com informações do Iphan. 

O complexo reúne tradições distintas, com danças, músicas e enredos próprios. A mais conhecida é o "Boi de Arena", especialmente pelo Festival Folclórico de Parintins, que reúne apresentações dos grupos Garantido e Caprichoso durante três noites seguidas na última semana de junho. 

Há, também, o Boi de Rua, que ocorre no espaço urbano e em interação com a população, que por vezes oferecem agrados ao boi. Já o Boi de Terreiro encena a morte e a ressurreição do animal em quatro ritos: de chegada, de evolução, de despedida e de matança.

Nesta sexta-feira, 9, os conselheiros decidirão sobre o tombamento de um geoglifo do Sítio Arqueológico Jacó Sá, em Rio Branco. Estudiosos estimam que o registro, escavado na terra por povos indígenas, tenha cerca de 2,5 mil anos./Com informações de Agência Brasil

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