Complicado é ser correto

Em 2006, mesmo não sendo obrigada pela lei, comecei a depositar o Fundo de Garantia de minha empregada doméstica. Em setembro de 2008, ela parou de trabalhar para mim e, para beneficiá-la, paguei os 40% de multa de rescisão do contrato de trabalho, o que também não sou obrigada a fazê-lo. Na agência da Caixa Econômica Federal disseram que o formulário certo para fazer o recolhimento não era a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIC), mas como não sabiam informar qual era, paguei o valor devido com aquela guia, com tudo bem especificado. Após um mês, minha ex-empregada não conseguiu retirar o Fundo de Garantia porque usei o formulário errado e orientaram a usar a Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS e da Contribuição Social (GRFC). Mas na agência disseram que o correto era me cadastrar no programa "Conectividade Social". O download desse programa é exclusivo para empregadores que são pessoas jurídicas. Só em janeiro e por telefone que me cadastrei, porém, só aceitam o download do programa em disquete! Sugeriram que eu pagasse de novo e depois pedisse reembolso ou contratasse um contador. Segundo uma funcionária da agência da Caixa, há muitas pessoas na mesma situação. CLÉA MARIA GRANADEIRO CORRÊA São Paulo A Caixa Econômica Federal informa que contatou a cliente para avisá-la de que o problema foi solucionado e que houve recolhimento em 12 de novembro de 2008. Esclarece também que a ex-funcionária poderá retirar o benefício na agência bancária. Ameaças da Telefônica Pedi para a Telefônica o serviço Speedy, mas, como não foi possível instalá-lo, solicitei o cancelamento. Porém eles querem cobrar a mensalidade de um serviço que não tenho. Já fiz 13 protocolos referentes ao assunto. A Telefônica me liga constantemente ameaçando cortar a linha. Recebi um código de barras e paguei a conta corrigida, sem a cobrança desse serviço. Mas informaram que o código estava incorreto e que a conta permanecia em aberto. Receberam meu dinheiro e ainda querem cortar meu telefone. RIVALDO CÂMARA São Paulo A assessoria de imprensa da Telefônica informa que a situação do sr. Câmara foi regularizada mediante envio das segundas vias das contas e com os ajustes necessários. Falta de diplomacia Meu filho foi assaltado duas vezes na Argentina. Na segunda vez, em Ushuaia, a polícia não queria fazer o boletim de ocorrência e só o fez porque os assaltantes levaram todos os documentos dele. O delegado disse para esquecer as coisas roubadas e eles não iriam fazer nada, pois nunca iria recuperá-las. Ao saber do ocorrido, liguei para a Embaixada do Brasil em Buenos Aires. O funcionário que me atendeu foi sarcástico, disse que as coisas na Argentina são como aqui e, se a polícia brasileira não faz nada, como eu poderia querer que a argentina fizesse? Respondeu que a Patagônia é tão selvagem como a Amazônia e o Nordeste brasileiro. Portanto, a única coisa a ser feita seria meu filho voltar ao Brasil. Ele denegriu a imagem do País que paga seu salário, como também a do país que o recebe. Ele me tratou mal. Liguei para o Itamaraty de Brasília e fiz uma denúncia contra esse funcionário, sem obter retorno algum. RENATA BRUEL São Paulo A Embaixada do Brasil na Argentina não respondeu à Coluna. Medida inútil Tenho de perder um período de meu trabalho para levar meu carro a três postos da Controlar. Mas não serão vistoriados carros da frota antiga nem da Grande São Paulo. Muitos ônibus emitem uma fumaça negra, eles são vistoriados? Essa é mais uma medida inútil como o selo pedágio, kit pronto-socorro, taxa de lixo, seguro-apagão, etc. Nosso bolso é sempre alvo das medidas votadas por políticos que esquecem que a solução é um transporte público de qualidade. DIVA MONTEIRO São Paulo Sinalização no trânsito Atualmente, sendo mais transeunte do que motorista, tenho observado uma falha lamentável na marcação das faixas nas pistas, seja de pedestres, seja de sinalização: ou se apresentam gastas ou apagadas. Isso pode ocasionar até acidentes. Ao refazer o asfalto, no recapeamento ou no conserto de um buraco, por que não refazer logo em seguida a faixa avariada? Assim como é dever do cidadão respeitar as faixas, é dever da Prefeitura mantê-las conservadas. ELIAS MUTCHNIK São Paulo As cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

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