Computadores da Casa Civil são lacrados

A primeira providência da comissão de sindicância instalada pelo Planalto com a missão de investigar denúncias de tráfico de influência na Casa Civil foi lacrar computadores, entre eles o usado por Vinícius Castro, ex-assessor da ex-ministra Erenice Guerra. Os aparelhos estão isolados numa sala, à disposição da comissão e, se for o caso, da Polícia Federal. A análise de contratos passíveis de influência do filho de Erenice Guerra estão entre os documentos a ser examinados.

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2010 | 00h00

Auxiliares próximos ao presidente Lula temem o "tamanho da teia" que pode ter sido armada na Casa Civil. Lula decidiu nomear Carlos Eduardo Esteves Lima, funcionário de carreira que serviu a outros governos, para responder temporariamente pela Casa Civil. A princípio, Lula pensava em deixar Lima como interino até as eleições e decidir sobre o posto com o futuro presidente. Ele, porém, está reavaliando a ideia diante da quantidade de envolvidos nas denúncias.

Prova da preocupação com os estragos das denúncias foi a presença no Planalto, na sexta-feira, de Giles Azevedo, mais fiel escudeiro de Dilma Rousseff quando ela era ministra na Casa Civil. Discreto, Giles se reuniu com Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, com quem conversou sobre os escândalos. Ele também esteve com alguns integrantes da Casa Civil.

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